Crítica: O Pacto


O Pacto é um filme para quem curte ação e teorias da conspiração meio piradas. Não que eu esperava algo de muito diferente vindo de Nicolas Cage (exceto a parte da teoria da conspiração, talvez). Veja bem, não acho que ele seja péssimo, mas podemos dizer que suas últimas escolhas não têm sido as melhores, sendo bem sutil. A impressão que dá é que ele aceita qualquer roteiro que cai na mão.

Para ser sincera, me dá até uma dorzinha no peito falar assim dele, já que fez filmes que gostei tanto como Asas da Liberdade, Adaptação, Homem de Família e Despedida em Las Vegas (pelo qual ganhou o Oscar), mas vamos parar de pensar no passado, todo mundo sabe que Cage se perdeu há muito.

O Pacto conta a história de Will (Cage), um professor que leva uma vida pacífica e pseudoerudita com sua linda esposa musicista (January Jones, a Emma Frost do X-Men Primeira Classe). Até que em uma noite ela é estuprada em um estacionamento enquanto ele estava em um clube de xadrez. Na espera do hospital, um desconhecido chamado Simon (Guy Pearce) aborda Will e diz que faz parte de uma organização que quer livrar a cidade do crime, e que poderia se vingar do agressor, porém, ele teria que devolver alguns favores à tal instituição.

Atormentado pela imagem do rosto de sua esposa após a agressão, ele decide aceitar a proposta. Para sinalizar que quer continuar com o plano, Simon orienta que ele vá até a máquina de chocolates e compre duas barras de um tipo específico. Não sei se era para dar algum ar de mistério ao fato de ele ter aceitado ou dar mais credibilidade para a organização, mas o único resultado é fazer você se perguntar mentalmente “não bastava ele dizer ‘sim’?”.

Enfim, alguns meses depois (e nenhuma cicatriz no rosto da bela) ele recebe um contato de Simon com orientações sobre um servicinho, e aí as coisas começam a se complicar. Não quero dar spoilers, principalmente porque este filme acabou de estrear, então espere tudo de um blockbuster básico: muito tiroteio, umas situações bizarras, Cage com aquela expressão costumeira e uma teoria da conspiração capaz de deixar qualquer esquizofrênico um pouco cético.

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Share on TumblrEmail this to someone

Jornalista, coautora do livro Cine Belas Artes: Um Olhar Sobre os Cinemas de Rua de São Paulo. Fã de Pink Floyd, ficção científica e mindfucks em geral. Acha que uma vingança bem arquitetada é um belo mote para qualquer filme. Twitter: @crismedias e-mail: cristiani@setimacena.com