A toca do coelho em Matrix

Em 1999, uma pergunta tomou conta da vida e do imaginário de dez entre dez cinéfilos: what is The Matrix?, o que é a Matrix. Nascia um clássico, embora a gente pudesse não enxergar isso muito bem. Ninguém sabia ao certo dizer o que era a Matrix, porque ela estava em todo lugar, à nossa volta. Víamos e sentíamos, mas era impossível dizer o que era a Matrix, tínhamos de ver com os nossos próprios olhos.

Na cena mais importante de Matrix, Morpheus (Laurence Fishburne) dá a Neo (Keanu Reeves) a chance de escolher conhecer a verdade e deixar de ser um escravo enganado pelas máquinas, ou voltar à sua vidinha medíocre, colarinho-branco. Na realidade, esse era o momento em que ao invés de Neo, nós tomávamos a pílula vermelha e conhecíamos aonde ia a toca do coelho.

“This is your last chance. After this, there is no turning back. You take the blue pill – the story ends, you wake up in your bed and believe whatever you want to believe. You take the red pill – you stay in Wonderland and I show you how deep the rabbit-hole goes”.

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Jornalista e crítico de cinema. Coautor do livrorreportagem Cine Belas Artes: Um Olhar Sobre os Cinemas de Rua de São Paulo. Acha O Poderoso Chefão o melhor filme do mundo, mas torce todos os dias para assistir a algum que o supere. Ainda não encontrou, mas continua buscando. E-mail: carlos@setimacena.com // Letterboxd: @CarlosCarvalho