Filme de Wes Anderson abre o Festival de Cannes

Começa nesta quarta-feira (16) a 65ª edição do Festival de Cannes, que neste ano homenageia a musa da cultura pop e do cinema Marilyn Monroe, exatamente 50 anos após sua morte.

Como já é de costume na festa, neste ano, grandes nomes do cinema mundial passarão pelo tapete vermelho e apresentarão seus filmes durante os 12 dias do festival.

Para termos uma ideia, dos últimos seis cineastas vencedores da Palma de Ouro, cinco apresentarão novos filmes em Cannes.

A única exceção é Terrence Malick, vencedor do ano passado com A Árvore da Vida, mas o cineasta tem tudo para voltar na edição do ano que vem, já que parece que o diretor virou um workaholic. Mas isso é papo para outro post.

Entre os nomes mais prestigiados e que concorrem à Palma neste ano estão Michael Haneke (A Fita Branca), Apichatpong Weerasethakul (Tio Boonmee que Pode Recordar Suas Vidas Passadas), David Cronenberg (Um Método Perigoso), Abbas Kiarostami (Cópia Fiel), Jacques Audiard (O Profeta), o veteraníssimo Alain Resnais (Hiroshima Meu Amor), o brasileiro Walter Salles, que apresenta seu novo filme, Na Estrada, e o cineasta independente americano Wes Anderson (Os Excêntricos Tenenbaums).

O filme de Anderson, Moonrise Kingdom, é o longa de abertura da festa e traz um elenco de peso, com Bruce Willis, Edward Norton, Tilda Swinton, Bill Murray, Frances McDormand e Harvey Keitel.

O longa conta a história de dois jovens perdidamente apaixonados que fogem da cidadezinha em que vivem. Só que ninguém na cidade acredita que eles fugiram, mas sim que foram sequestrados, por isso os moradores partem numa comitiva, liderada pelo chefe de escoteiros (Norton) e pelo xerife local (Willis) em busca dos dois.

Os brasileiros

Walter Salles não é o único brasileiro de destaque na 65ª edição do Festival de Cannes. Além do diretor de Central do Brasil, o veterano Cacá Diegues, que na década de 80 concorreu três vezes à Palma de Ouro, com Bye Bye Brasil, Quilombo e Um Trem para as Estrelas, neste ano, é o presidente do júri do Caméra D’Or, que premia o melhor filme de um diretor estreante, e terá seu longa Xica da Silva (1976) exibido na sessão Cannes Classics.

Além de Cacá, outro veterano que também já concorreu à Palma em três ocasiões é Nelson Pereira dos Santos, que terá seu mais recente trabalho, A Música Segundo Tom Jobim, exibido em uma mostra especial no festival. O cineasta concorreu ao prêmio principal de Cannes por Vidas Secas (1963), Azyllo Muito Louco (1970) e O Amuleto de Ogum (1974).

O também veterano Eduardo Coutinho terá um dos maiores clássicos do cinema brasileiro, Cabra Marcado para Morrer (1985), exibido na sessão Cannes Classics, que apresenta a recém-restaurada cópia do documentário do cineasta.

Durante todo o festival, o Sétima Cena trará informações sobre o que anda acontecendo em Cannes, quais os filmes bem e mal recebidos, quem se destacou, informações sobre como funcionam os prêmios do festival e quem faz parte dos júris.

E, no dia 27, acompanharemos quem serão os filmes, atores e diretores que se consagrarão na 65ª edição do Festival de Cannes.

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Jornalista e crítico de cinema. Coautor do livrorreportagem Cine Belas Artes: Um Olhar Sobre os Cinemas de Rua de São Paulo. Acha O Poderoso Chefão o melhor filme do mundo, mas torce todos os dias para assistir a algum que o supere. Ainda não encontrou, mas continua buscando. E-mail: carlos@setimacena.com // Letterboxd: @CarlosCarvalho