Especial Globo de Ouro: As Atrizes de Drama

Uma da melhores cenas do filme Dúvida, de John Patrick Shanley, foi protagonizada por Meryl Streep e Viola Davis. Na ocasião, a personagem de Viola, ao expor sua real preocupação sobre o envolvimento do seu filho com um padre, choca a freira interpretada por Meryl e a todos nós do lado de cá da tela. Três anos depois, as duas atrizes se enfrentam novamente, mas o duelo desta vez será para decidir quem leva o Globo de Ouro para casa.

As previsões indicam que esta disputa será acirrada. Assim que o drama racial Histórias Cruzadas estreou nos cinemas americanos, Viola foi apontada como a grande favorita para os principais prêmios da temporada. Mas a impressionante caracterização de Meryl como Margaret Thatcher em A Dama de Ferro não passou despercebida pela crítica, e pode estragar a festa de Davis.

Ah… É claro, existem outras três atrizes indicadas: Glenn Close (Albert Nobbs), Rooney Mara (Os Homens que Não Amavam as Mulheres) e Tilda Swinton (Precisamos Falar Sobre o Kevin). Mas essas, provavelmente, farão figuração na cerimônia do Globo de Ouro, e só devem aparecer para aplaudir Meryl ou Viola.

No próximo domingo (15), saberemos qual das duas levou o Globo de Ouro para casa. Enquanto isto não acontece, conheça um pouco mais sobre as indicadas da Categoria Melhor Atriz (Drama).

A talentosa Viola Davis não é acostumada a interpretar protagonistas no cinema. Ainda assim, consegue roubar a cena de muitos atores consagrados, até mesmo da sua principal concorrente no Globo de Ouro: Meryl Streep. Histórias Cruzadas rendeu para atriz diversos prêmios este ano, o último deles concedido pelo Critic’s Choice Movie Awards. Será que vai ter espaço na estante para mais um? As bolsas de apostas acreditam que sim.

O que dizer de uma atriz que foi indicada 26 vezes para e Globo de Ouro e conseguiu levar em sete oportunidades o prêmio para casa? Dona de uma carreira brilhante, Meryl Streep ostenta a posição de unanimidade entre público, crítica e colegas de trabalho. E mesmo parecendo que já chegou ao auge, a cada filme consolida ainda mais esse status. Portanto, não é novidade para ninguém que tenha encarnada de forma brilhante a ex-primeira ministra inglesa Margareth Tratcher no drama A Dama de Ferro. Para variar, outra atuação festejada com diversos prêmios.

Ela já interpretou o Anjo Gabriel (Constantine), sofreu horrores para livrar o filho homossexual de um namorado psicopata (Até o Fim) e ganhou o Oscar de Coadjuvante por bater de frente com George Clooney (Conduta de Risco). Graças à aparência andrógena, a carreira de Tilda Swinton ficou marcada por personagens fortes e desafiadores. Precisamos Falar Sobre o Kevin pode ter dividido opiniões, mas a atuação de Tilda, mais uma vez, só foi digna de elogios.

A pequena participação de Rooney Mara em A Rede Social parece mesmo ter impressionado David Fincher. Prova disto, é que o diretor reservou para ela um dos personagens femininos mais fascinantes da temporada: a hacker Lisbeth Salander, da refilmagem Os Homens que Não Amavam as Mulheres. Rooney não decepcionou, pelo contrário, sua atuação vem sendo apontada como uma das melhores do ano. Não vai ser desta vez que levará o troféu para casa, mas esta indicação promete um futuro promissor para a jovem atriz.

Graças às atuações em Atração Fatal, Ligações Perigosas e 101 Dálmatas, Glenn Close ficou marcada por interpretar desagradáveis vilãs. Seu rosto expressivo e, cá entre nós, nada bonito, também contribuiu para este rótulo. Comentários ácidos à parte, é inegável que Glenn ainda se encontra entre as atrizes mais talentosas e versáteis de Hollywood, tanto que convence bem como homem em Albert Nobbs. Nos últimos anos, vinha se dedicando  à televisão, principalmente após o sucesso da série Damages. Talvez, esta nova indicação proporcione à atriz outras grandes oportunidades no cinema.

Ainda sobre o Globo de Ouro:
Os Diretores
As Atrizes de Comédia ou Musical

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Jornalista, fã incondicional de Nick Hornby e coautor do livro inédito Cine Belas Artes: Um Olhar Sobre os Cinemas de Rua de São Paulo. Ainda não viu nada melhor que Asas do Desejo, de Wim Wenders... Mas Beleza Americana chegou perto. e-mail: cristiano@setimacena.com